O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha anunciou que vai reajustar o valor do ingresso para o acesso às suas áreas mais protegidas. Segundo portaria recente, a partir de 1º de novembro de 2025, o custo do bilhete passará a ser R$ 384,00 para visitantes estrangeiros, enquanto brasileiros pagarão metade desse valor (50 %), isto é, R$ 192,00.
Até então, os valores vigentes eram de R$ 373,00 para estrangeiros e R$ 186,50 para brasileiros, com validade de 10 dias consecutivos.
Essa alteração consta na Portaria nº 4.423, de 14 de outubro de 2025, publicada no Diário Oficial da União.
Vale destacar que o ingresso para o Parque Nacional não cobre todas as praias da ilha — ele abrange cerca de 70 % do território, onde estão localizados os grandes atrativos naturais, trilhas e piscinas naturais sob proteção.
Novos valores e vigência
| Tipo de visitante | Valor antigo | Novo valor (a partir de 1º nov/2025) |
|---|---|---|
| Estrangeiros | R$ 373,00 | R$ 384,00 |
| Brasileiros (50 % off) | R$ 186,50 | R$ 192,00 |
O ingresso tem validez de 10 dias consecutivos, a contar da data da compra ou da ativação.
Se houver mudanças de datas de voo, há possibilidade de ajustes na bilheteria ou via contato prévio.
A portaria que fixa o novo preço é a ICMBio nº 4.423 / 2025, e ela revoga ou adapta dispositivos anteriores que fixavam valores menores.

Quem paga quanto: brasileiros, estrangeiros e isenções
Brasileiros x estrangeiros
A política de diferenciação no preço baseia-se no princípio do país de origem: cidadãos brasileiros recebem desconto de 50 % sobre o valor integral.
Isenções e casos especiais
Estão isentos ou têm direito à gratuidade ou tarifa reduzida:
- Menores de 12 anos de idade (mediante comprovação).
- Brasileiros maiores de 60 anos (com documentação).
- Moradores regularizados da ilha de Fernando de Noronha (mediante carteira de residente ou comprovante local).
- Parentes de 1º grau de moradores regularizados (pais, filhos, cônjuge, sogros) mediante documento comprobatório.
- Pessoas a serviço autorizadas (órgãos públicos ou privados) que obtenham isenção junto ao órgão responsável.
- Pesquisadores com licença via SISBio ou autorização específica.
Cada categoria possui requisitos de documentação que precisam ser observados antes da compra ou no momento de acesso.
Relação com a Taxa de Preservação Ambiental (TPA)
O ingresso do Parque e a TPA são cobranças distintas, embora ambas afetem o custo final de visitar Fernando de Noronha.
O que é a TPA?
A Taxa de Preservação Ambiental (TPA) é um tributo estadual, cobrado pelo Distrito de Fernando de Noronha, que incide sobre o tempo de permanência dos turistas não residentes no arquipélago.
Em 2025, a TPA foi reajustada e passou para R$ 101,33 por dia para o primeiro dia. O valor segue progressivamente conforme o número de dias.
Por exemplo, para 10 dias de permanência, a TPA acumulada chega a aproximadamente R$ 863,29.
Há penalidade: se o turista extrapolar o período autorizado de permanência, será cobrada taxa em dobro para os dias excedentes.
Como funciona junto com o ingresso?
- Mesmo adquirindo o ingresso do Parque, o turista deve pagar a TPA separatadamente.
- A TPA é calculada por dia e é escalonada; quem ficar mais dias paga mais no total.
- Moradores da ilha, parentes de 1º grau e profissionais autorizados têm isenção da TPA (em certas condições).
Logo, para uma visita de 10 dias, além dos R$ 192 ou R$ 384 do ingresso (dependendo do visitante), o turista deverá considerar o custo da TPA (aproximadamente R$ 863,29) para o planejamento orçamentário total.
Motivações e argumentos para o reajuste
Por que o ingresso foi reajustado? Algumas razões comuns e justificativas plausíveis:
- Manutenção e conservação ambiental: os recursos arrecadados são reinvestidos em infraestrutura de trilhas, sinalização, centros de visitantes e ações de preservação.
- Pressão inflacionária: reajuste para acompanhar custos operacionais, insumos, manutenção e variação de preços no país.
- Controle de fluxo turístico: encarecer um pouco o ingresso pode desestimular visitas massivas, ajudando a preservar os ecossistemas frágeis da ilha.
- Equilíbrio entre uso público e conservação: busca de sustentabilidade financeira para garantir que o turismo não degrade o ambiente natural.
- Atualização normativa: adequação a portarias mais recentes e regulamentações do ICMBio e órgãos ambientais.
Embora o reajuste possa gerar reclamações, ele segue uma lógica de valorização do patrimônio ambiental e da necessidade de equilíbrio entre acesso e proteção.
Impactos esperados no turismo
Atração de visitantes
Para turistas estrangeiros, o ingresso sobe para R$ 384, o que pode aumentar a percepção de custo de visitar Noronha. Para brasileiros, a variação é menor (de R$ 186,50 para R$ 192).
Alguns visitantes sensíveis a preço podem reconsiderar a estadia prolongada, mas é provável que aqueles que já planejam a viagem não sejam tão impactados.
Competitividade com outros destinos
Fernando de Noronha já é um destino de alto custo logístico. Com o reajuste, ele se aproxima do padrão de outros destinos ecológicos de alto valor agregado.
Distribuição da visitação
Esse tipo de aumento pode estimular visitantes a reduzir o número de dias ou priorizar as atrações que dependem do ingresso (e agendamento de trilhas) em vez de dispersar pelas praias de livre acesso (na APA).
Sensação pública e repercussão
Reajustes em preços de acesso a unidades de conservação costumam gerar debates sobre elitismo, turismo sustentável e direito de todos visitarem ambientes naturais. É provável que haja repercussão nos meios de comunicação e redes sociais.
Veja também: Quais os melhores pontos de Mergulho em Fernando de Noronha?

Dicas para quem pretende visitar Fernando de Noronha
Para quem está planejando uma viagem à ilha após esse reajuste, aqui vão dicas úteis:
- Planeje quantos dias vai ficar — a TPA é cumulativa, e diferente de ingressos por dia, ela cresce proporcionalmente com o tempo de permanência.
- Prefira estadias mais curtas, se possível, ou consulte se vale a pena ficar menos dias para reduzir a TPA.
- Compre o ingresso online com antecedência, assim garante o QR Code e evita imprevistos em bilheteria.
- Organize a agenda da viagem: muitas trilhas e piscinas naturais exigem agendamento prévio, e as vagas são limitadas por dia.
- Confira a documentação necessária para isenção, caso se encaixe em alguma categoria (idosos, moradores, parentes etc.).
- Considere o custo total (ingresso + TPA + transporte + hospedagem) para definir o orçamento real da viagem.
- Evite ultrapassar o período autorizado de permanência, pois o excesso gera cobrança dobrada da TPA.
- Atenção ao horário de chegada e partida, para otimizar os dias de uso do ingresso.
- Esteja consciente da fragilidade ambiental: respeite regras de uso de trilhas, piscina natural, snorkeling e condutores credenciados.
- Acompanhe atualizações oficiais: valores e portarias podem mudar, então consultar o site oficial ou ICMBio é sempre uma boa prática.
O reajuste do ingresso do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha para R$ 192 para brasileiros e R$ 384 para estrangeiros, válido a partir de 1º de novembro de 2025, representa um avanço para adaptação de receitas ao custo real da conservação.
Embora o aumento gere um custo adicional para os visitantes, ele reforça a importância da sustentabilidade financeira para garantir que a ilha continue preservada para gerações futuras.
Quem planeja visitar Noronha deve levar em conta não apenas o valor do ingresso, mas também a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), que representa uma fatia significativa do custo em estadias mais longas.
No fim, para quem valoriza natureza, biodiversidade, praias paradisíacas e experiências de ecoturismo, Fernando de Noronha continua sendo um destino singular — e agora com um preço atualizado que reflete melhor a lógica de conservação e uso consciente.
Onde pagar TPA de Noronha: parnanoronha.com.br/visitante












